Prefeito de município do Noroeste Fluminense reduzirá o próprio salário | Jornal O Fluminense
Com 44,26% dos votos em Itaocara, Gelsimar Gonzaga é o primeiro candidato majoritário eleito pelo Psol no país. Campanha política do candidato foi realizada com R$ 20 mil
Em Itaocara, um município de 23 mil habitantes no Noroeste Fluminense, um homem marcou a história ao se tornar o primeiro prefeito eleito pelo Psol no país. Gelsimar Gonzaga realizou uma campanha sem coligação partidária e, com apenas R$ 20 mil para gastos, conquistou a confiança da população com 44,26% dos votos válidos.
Nesta quira-feira, ele esteve em Niterói para uma reunião do diretório do partido e para um encontro com o reitor da UFF, Roberto Salles, a quem solicitou a instalação de um pólo universitário em Itaocara. Também anunciou como sua primeira medida a redução de seu salário e dos secretários.
Salário - “Todo o dinheiro de minha campanha veio de doações de amigos”, destacou o prefeito, que declarou seu primeiro ato de governo: “Reduzir meu próprio salário e de todos os secretários. Meu piso salarial hoje é de R$ 545, realidade da maioria dos trabalhadores do município que são os responsáveis pela minha vitória. Não posso compactuar com uma realidade onde um prefeito ganha R$ 15 mil. Quero uma sociedade mais igualitária”, destacou o prefeito explicando que a porcentagem desse ajuste ainda não foi definida.
Para retribuir a confiança da população, ele disse que vai garantir a participação do povo no governo através da criação de conselhos populares. “Quero saber quais são as prioridades do povo. Meu governo é para a maioria, para os carentes”, disse Gelsimar que há 18 anos preside o Sindicato dos Servidores Públicos de Itaocara.
Ele relatou que se sentiu seguro de ingressar na corrida eleitoral quando se candidatou para o cargo de deputado estadual pela segunda vez pelo Psol, em 2010, onde obteve 25% do eleitorado do município. Embora não tenha sido eleito, ele se tornou o primeiro suplente dos deputados Janira Rocha e Marcelo Freixo, ambos do Psol, que declararam apoio incondicional à sua candidatura.
Vereador - Anteriormente, ele já havia tentado o cargo de vereador por três vezes pelo PT. Em 2005, Gelsimar se filiou ao Psol e três anos após a fundação do partido, em 2008, concorreu pela primeira vez ao cargo de prefeito da cidade, onde obteve apenas 6% dos votos.
Para o prefeito eleito, o maior desafio de Itaocara é o desemprego. Para isso, ele pretende investir em educação. Em sua visita a Niterói, ele se reuniu com o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, a quem solicitou a instalação de um polo universitário no município.
Às 14h de ontem, Gelsimar participou de uma reunião do diretório do partido, na sede do Psol, ao lado de Flávio Serafini, que destacou a importância da vitória de Gelsimar para o movimento de esquerda. “Nosso compromisso é contribuir para que ele realize o melhor governo possível”, disse Serafini.
Macapá e Belém são os dois únicos municípios do país que contam com candidatos do Psol para o segundo turno das eleições, que será realizado no próximo dia 28.
O FLUMINENSE
sábado, 20 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Viva São Benedito!
Moçambiques, Congos e Congadas de São Benedito
Viva São Benedito!
5 de outubro é dia de festa dia de São Benedito!
Para muito essa festa já passou para alguns ainda vai passar ... Cada região deste país comemora em dias diferentes esta grande festa.
Na História, o povo negro cresceu o seu reconhecimento como Igreja conforme valorizou a devoção a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário. O povo se vê em Benedito, se reconhece pelo seu tom de pele tão comum e inato, se admira pela simplicidade e serviço aos pobres e mais necessitados. A devoção a Nossa Senhora tem peso grande na fé.No itinerário da vida Maria intercede para o hoje e para o amanhã.
No Brasil esta devoção passou a ser celebrada nas irmandades com características Afro. A Igreja passou a respeitar e valorizar a religiosidade Afro através das devoções.Com ritmos,cores e dança o povo passou a ter uma oportunidade de estar de corpo e alma dentro da Igreja.
Festejemos São Benedito com Moçambiques, Congos e Congadas com a nossa história com a nossa fé E especialmente com devoção a Nossa Mãe, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Aparecida.
Paz e Bem ! AXé
Viva São Benedito!
5 de outubro é dia de festa dia de São Benedito!
Para muito essa festa já passou para alguns ainda vai passar ... Cada região deste país comemora em dias diferentes esta grande festa.
Na História, o povo negro cresceu o seu reconhecimento como Igreja conforme valorizou a devoção a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário. O povo se vê em Benedito, se reconhece pelo seu tom de pele tão comum e inato, se admira pela simplicidade e serviço aos pobres e mais necessitados. A devoção a Nossa Senhora tem peso grande na fé.No itinerário da vida Maria intercede para o hoje e para o amanhã.
No Brasil esta devoção passou a ser celebrada nas irmandades com características Afro. A Igreja passou a respeitar e valorizar a religiosidade Afro através das devoções.Com ritmos,cores e dança o povo passou a ter uma oportunidade de estar de corpo e alma dentro da Igreja.
Festejemos São Benedito com Moçambiques, Congos e Congadas com a nossa história com a nossa fé E especialmente com devoção a Nossa Mãe, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Aparecida.
Paz e Bem ! AXé
terça-feira, 2 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Jornal do Brasil - Eleições 2012 - Revista: Paes comprou apoio de partido por R$ 1 milhão
Jornal do Brasil - Eleições 2012 - Revista: Paes comprou apoio de partido por R$ 1 milhão
A Eleição é um mercado valores e as ações da democracia estão em baixa.
A Eleição é um mercado valores e as ações da democracia estão em baixa.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
90 anos da rádio no Brasil
Tudo como se fosse um
só
Em só grito se exclamou
Bela flor bela dor
Inebriante história
Ó Brasil Ó Brasil
Se passou 90
E rádio ainda Movimenta
Na unidade e crença
O que de si se pensa?
Sou Brasil! Sou Brasil!
Um só Brado de alforria
O pobre e o negro na alegria
Se separou o passado do futuro
Com o roquete na nacional
Meu Brasil! Fenomenal!
E setembro se corou
Com flores da independência
Rádio assim firmou
A esperança de fazer o que se idealiza
Nosso Brasil Nosso Brasil!
Carlos Ébano
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Como ter? Como ser? Família
Ser família é algo
que nos ajuda a sermos felizes . Sentimos-nos reconhecidos no outro através do
grau de parentesco e proximidade afetiva. O escoteiro aprende pelas suas leis e regras que deve ser amigo de todos e irmãos dos demais escoteiro. Isso
é muito bom para a construção de uma sociedade de homens de paz. Quando se
mergulha na espiritualidade Cristã franciscana, a família se expande não só
parentes e íntimos o Cristão torna-se irmão, de tudo e de toda humana Criatura.
Não só tivemos um nascimento biológico; Através do Batismo,
renascemos pela Água e pelo Espírito. Uma revolução do Senhor, Espírito de Amor e Criador em nossas vidas, ele nos modificou, instaurou e propiciou, por
excelência aos que vivem profundamente o Batismo, um fim comum: a Ressurreição.
Às vezes os erros dos irmãos causam revolta, irritação. Em
uma família é comum haver conflitos que se desdobram e torna o Lar um cenário de guerra. Se, a pessoa que errou,
for religiosa, chega-se a pensar que ela não tem vocação. Ser irmão é respeitar
e saber conviver . Muitas vezes uma “pitada” de humor é o segredo para vencer
muitas situações. Não se pode resumir um irmão a um pecado nem tampouco
esquecer que ele é pecador.
Uma característica forte escoteira é a alegria. A regra diz:
“O escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.” O Cristão, também, assim descreve
nos Atos dos Apóstolos (5,41), os apóstolos saíram muito alegres, do
sinédrio, por terem sido julgados dignos de sofrer ultrajes pelo nome de Cristo
Jesus. Ter irmão não é um peso, não é algo negativo, mas, é algo, inclusive que
proporciona companhia alegre para o dia-a-dia. Essa alegria não falsa, pois,
perante o erro do irmão, deve-se agir
com serenidade, sempre com o objetivo de ajudar a todos.
Colegas são companhia em momentos pontuais; a família deve
ser total união. Na família Cristã ser fraterno é se entregar de corpo e alma ao
serviço ao próximo, em sintonia com toda a criação assumindo a fraternidade que
Cristo Jesus se fez em seu próprio ser ao se encarnar pelo poder do Espírito
Santo em Maria, nossa Mãe e nossa Irma.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
HISTÓRIA NEGRA, DEUS BRANCO
Por José Steinsler
Divulgado no portal adital http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=1977
Desgarrando-se do calcanhar até o osso por não poder separar as pernas presas por grilhões e cadeias, as mulheres que davam luz a bordo dos barcos negreiros só podiam fazer duas coisas: dar alaridos ou morrer na tentativa. Assim nasceu Consolação, filha de Isabel, escrava de 14 anos que durante a travessia foi violentada por um negreiro que a possuiu sem sequer desamarrá-la.
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| Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho |
Em uma fazenda de Ouro Preto, Consolação teve filhos que nasciam mortos ou morriam de peste. Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), filho do negreiro Manuel Francisco Lisboa, foi o único que sobreviveu. Mas, logo que a lepra comeu-lhe as mãos, Antônio passou a se conhecido com o Aleijadinho, o escultor barroco mais importante da América no século XVIII.
Talhadas em cedro ou pedra que modelava com um gancho nas extremidades de seus braços, as poderosas esculturas monolíticas que o Aleijadinho chegou a posteridade, giram em torno de temas provocativos: O flagelo, o caminho da cruz, a crucificação e os doze apóstolos em pedra que adornam a escada do átrio do Santuário do Bom Jesus, em Congonhas do Campo.
Na cultura afro-americana podemos contar muitas vidas como a do Aleijadinho. Histórias de paixão e sofrimento silenciadas pela negra história do branco, que estampou o verbo "ultrajar" para definir o que se opõe à "pureza" de sua cor.
O dicionário segue chamando "negro" ao que pode significar "hostil", "triste", "infeliz". Inclusive o mar negro foi assim batizado pelos turcos pelas suas tempestades súbitas (de "Kara", negro, tenebroso). Ovelha negra, cena de negros, missa negra, dia negro, alma negra, mercado negro, trabalhar como um negro, ser ocioso como um negro..., o negro "rumbeiro" Johnny Ventura canta com tom de discriminação racial: "Oi pimpolho/ o negrinho é o único teu".
Negros que se vêem com os olhos do branco e se julgam com base em padrões culturais alheios. Que durante séculos se tem visto como representação do mal, do que merece condenação. Noventa por cento da população carcerária da América Latina está formada por negros, morenos, zambos, mulatos, indígenas, mestiços, invariavelmente pobres e, sobretudo, culpados.
Versifica José Hernández na Volta de Martín Fierro (1870):
"Pinta o branco negro ao diabo
E o negro, branco o pinta.
Branca a cara retinta
Não fala contra nem a favor.
Dos homens o Criador
Não fez classes distintas"
No antigo testamento, o patriarca hebreu Noé amaldiçoou aos negros através de seu filho Cam e aos amarelos através de Jaffet. E assim como nem a igreja Católica nem a anglicana protestaram ante o manejo e o tráfico de escravos, tampouco o fazem hoje quando guardam silêncio cúmplice ante o genocídio dos povos da Ásia Central. Já não haverá tempo para pedir "perdão", especialidade de João Paulo II.
Durante a celebração do primeiro Concilio Vaticano (1870), um grupo de missionários apresentou um documento em que pedia ao Papa que liberasse a raça negra da maldição que pesa sobre ela. O escritor norte-americano James Baldwin, ao fazer referência a crise em que se perdeu a fé, escreve: "Compreendi que a Bíblia já havia sido escrita pelos brancos. Sabia que para muitos cristãos eu era um descendente de Cam e que, conseqüentemente, meu destino era a escravidão".
O antigo testamento também é usado pelo fascismo judeu para justificar o extermínio do povo palestino. Neste sentido, os governantes de Tel Aviv se consideram homens tão esclarecidos e tão abertos às idéias de liberdade e tolerância como os negreiros de Burdeos e Nantes.
Mas, a sociedade é racista ou não é. Ou seja, não existem graus de racismo. Franz Fanon dizia que o racismo não é uma constante do espírito humano, mas uma disposição inscrita em um sistema determinado. Em efeito: o que diferencia o racismo branco do racismo judeu ou do racismo negro? Que valores "civilizatórios" representam os George Bush, Ariel Sharon e Colin Powell?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
'Cultura do brasileiro é amar e valorizar a vida', diz arcebispo do RJ
'Cultura do brasileiro é amar e valorizar a vida', diz arcebispo do RJ Às vésperas de completar três anos no comando da Arquidiocese do Rio de Janeiro, d. Orani João Tempesta, de 61 anos, está envolvido, entre muitas tarefas, na organização da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em julho de 2013 na cidade e terá a presença do papa Bento XVI. No mesmo espírito da Copa e da Olimpíada, d. Orani diz que o encontro católico deve deixar um legado para a cidade e sonha com a criação de um hospital dedicado ao tratamento de viciados em crack.
A entrevista é de Luciana Nunes Leal e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-04-2012.
D. Orani fala dos rumos do catolicismo, defende o diálogo entre culturas e lamenta a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto de bebês anencéfalos. Para ele, é "um retrocesso" que vai além de questões religiosas. "Mesmo para quem não tem fé a vida é um dom", argumenta.
D. Orani compara o Supremo a "uma mina" para os políticos, que se livram do peso de se posicionar sobre temas delicados. "Quando o Legislativo acha que não deve decidir, o Supremo acaba decidindo. Isso é sério, porque o Legislativo representa o povo. O Supremo não", afirma.
Eis a entrevista.
Qual é o significado da vinda do papa Bento XVI ao Brasil, em um momento que a proporção de católicos no País é a mais baixa da história?
A vinda do papa está dentro de um contexto maior, que é a Jornada Mundial da Juventude. Ele vem para esse encontro, o maior evento da juventude mundo a fora. Temos a preocupação de termos aqui algumas questões sociais como consequência, como a questão do crack.
Além da conscientização, estamos tentando criar um hospital de referência no tratamento. Podemos fazer uma parceria, recuperar um hospital antigo fora de uso. A ideia é deixar um legado social. Estamos propondo que, se conseguirmos um hospital de referência, o papa inaugure o hospital e fale sobre isso. Tenho conversado com autoridades do Rio e com representantes do papa.
O senhor é a favor da internação compulsória de crianças e adolescentes?
O trabalho que a Igreja faz é muito mais de convencimento. Abordagem de menores, conversa, estar junto, acolher.
A visita do papa pode atrair os jovens para a religião católica?
Acho que a jornada é contribuição para o mundo, para o futuro. Colaborar para que os jovens pensem em um mundo de fraternidade, em que convivem nações diferentes, viver sem precisar de drogas. Esta é a preocupação, não o número de católicos. Mesmo porque, na questão numérica, o que vemos acontecer é o contrário. As paróquias estão hoje muito mais cheias, têm gente consciente. Só ano passado eu abri cinco novas paróquias e inaugurei várias igrejas, grandes e pequenas. A estatística numérica ou porcentual não reflete a participação que temos na Igreja.
A Igreja deve fazer algumas concessões a fim de receber mais fiéis?
Seria uma falsidade adaptar uma coisa tão importante para atrair a pessoa para o que não é o que Cristo ensinou. A Igreja tem toda humanidade para considerar as fragilidades, mas se preocupa em ser fiel ao Evangelho.
Como o senhor recebeu a notícia da aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da aprovação do aborto dos bebês anencéfalos, na última quinta-feira?
Eu lamentei esse retrocesso do País. Porque a vida é um bem que não depende de religião nenhuma. O ser humano tem uma dignidade, não importa se ele cortou um braço, se tem uma perna a menos. É lamentável porque o Supremo acabou legislando, quando não é papel dele. Quando o Legislativo acha que não deve decidir, o Supremo acaba decidindo. Isso é sério, porque o Legislativo representa o povo. O Supremo não. O Supremo é uma indicação do presidente para julgar causas relativas à Constituição. É um momento de nós todos pensarmos que tipo de país estamos querendo fazer, que tipo de sociedade estamos encaminhando. Quando não se respeita o direito fundamental que é o direito à vida, o grande problema é que todos os outros direitos caiam por terra também. A criança não é sem cérebro. Ela tem parte do cérebro, sim. Não cabe a nós decidir sofre a morte de um inocente. Não falo nem da questão religiosa, mas da questão humana. Para a Igreja, não muda nada. Continuamos preocupados em fazer o bem, em anunciar a vida como um dom, como um bem. Mesmo para quem não tem fé a vida é um dom.
Em 2010, o aborto foi um tema recorrente na campanha eleitoral. É importante cobrar posição dos candidatos também nas eleições municipais deste ano?
O brasileiro não é favorável ao aborto. Mesmo com todas as campanhas dos meios de comunicação, das novelas, tentando mudar essa cabeça, a cultura do brasileiro em geral é amar e valorizar a vida. Como os candidatos já perceberam isso, nenhum deles defende matar a vida, matar a criança. Os candidatos não vão defender essa questão. Eles descobriram uma mina, através do Supremo. Ninguém vota no Supremo. Eles (ministros do STF) decidem, fazem as leis conforme acham e não precisa votar neles, são nomeados.
O senhor completa três anos à frente da Arquidiocese do Rio no próximo dia 10. Desde que assumiu, visitou e abençoou um bloco carnavalesco duas vezes. Em Belém, abriu as portas de uma igreja para sagração de religiosos anglicanos. Como reage às críticas ao seu "excesso de liberalismo"?
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Cristãos negros, e não por acaso
Nos últimos 30 anos, nas Igrejas cristãs da América Latina, foi-se desenvolvendo uma nova teologia, filha das comunidades negras descendentes dos escravos africanos, que une vontade de justiça, feminismo e inculturação.
Terceira e última parte do resumo da reportagem é de Mauro Castagnaro, publicada na revista Jesus, de dezembro de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e se encontra no portal ihu.unisinos.br
| Festa de São Benedito 2011em Aparecida |
Isso ocorre também "reivindicando os seus próprios corpos como espaços sagrados de revelação, em resposta a uma sociedade que desvalorizou o corpo da mulher negra e de uma teologia que, durante séculos, o considerou como 'corpo de pecado'. O corpo é o espaço em que confluem as nossas alegrias, as nossas angústias, os medos, a fé e a esperança, em que a mulher negra experimenta o mundo, o divino e a salvação".
A essa luz, no seu trabalho de biblista, Mena López se dedicou "à pesquisa de raízes afroasiáticas na Bíblia e ao estudo da influência dos povos de origem africana (Egito, Cuch ou Etiópia, Saba) na formação da tradição judaico-cristã. Depois, ao resgate de mulheres negras presentes na Bíblia dos papéis de escrava, bruxa e sedutora, evidenciando, por exemplo, como Hagar, a serva egípcia de Abraão, é a única mulher que fala diretamente com Deus (Gn 16); Séfora, a esposa de Moisés, é a única que circuncida um bebê (Ex 4), ato que a religião israelita reservava aos homens, e precisamente o papel sacerdotal da mulher cuchita parece estar na origem da hostilidade de Miriam e de Arão contra ela (Nm 12 e Ex 18). Assim, as afrocolombianas descobriram que o cristianismo não tinha chegado a elas apenas através da colonização, mas também havia uma herança bem mais antiga".
No entanto, observa Rodrigues da Silva, "a teologia afroamericana custa para abrir espaço, porque o que provinha do povo da diáspora africana foi rotulado como sincretismo religioso". E Lima Silva vai mais longe: "Se existe a teologia negra, a teologia tradicional não é mais 'a' teologia. Ela deve renunciar a se apresentar como um 'universal' e reconhecer as suas próprias parcialidades".
No entanto, as maiores dificuldades, retoma Rodrigues da Silva, foram registradas "no campo litúrgico, porque ainda não está claro como conectar os rituais africanos de tradições diversas e o rito católico ou protestante".
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O que desperta desconfiança, acrescenta Mena López, é também o fato de que, "enquanto os ocidentais separam o divino-espiritual, entendido como superior, do humano-corporal, considerado inferior, os afroamericanos e afroamericanas se expressam nas cerimônias com todo o corpo, na dança e com uma simbologia diferente, superando esses dualismos".
O caminho da inculturação parece ser, portanto, ainda muito longo caminho, mas no fundo resta o sonho de Dom Pires, hoje com 92 anos, "patriarca do cristianismo afroamericano", carinhosamente apelidado de "Dom Zumbi" (em homenagem ao líder da revolta negra decapitado em 1695): "Nós, negros, alimentamos a esperança de nos seja reconhecido o direito à cidadania eclesial. Estamos cada vez mais convencidos de que é possível para o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar à sua cultura, sem ter que abandonar a religião dos orixás (os ancestrais divinizados), que, como o judaísmo, poderá se deixar comprometer pela mensagem de Jesus Cristo" e ter "centenas de milhares de pequenas comunidades cristãs organizadas com base no terreiro (o espaço em que se celebra o culto do candomblé), com uma mãe de santo à frente, incorporando os valores evangélicos nas tradições africanas e mantendo uma profunda solidariedade com os mais pobres".
quinta-feira, 29 de março de 2012
Chile. Igrejas condenam ataque a jovem homossexual
reportagem do site Chile. Igrejas condenam ataque a jovem homossexual
Agredido no Parque San Borja por quatro neonazistas no sábado, 4 de março, o jovem Daniel Zamudio, 24 anos, homossexual, não suportou os ferimentos e faleceu, ontem, nesta cidade. O seu corpo foi tatuado com duas suásticas.
A reportagem é de Héctor Carrillo e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 28-03-2012.
Testemunhas informaram que Zamudio sofreu uma surra de três horas. Ele ficou em coma induzido no hospital, mas entrou em morte cerebral. O presidente do Movimento de Integração e Libertação Homossexual (MOVILH), Rolando Jiménez, apresentou queixa crime contra os quatro agressores, todos maiores de idade: Raúl López, Alejandro Angulo, Patrício Defumada e Fabián Mora. Eles estão presos preventivamente.
O arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati Andrello, pediu “uma convivência mais humana e sem violência” Não se pode construir o futuro da comunidade humana sobre a base da intolerância, agressão e violência. "É de deplorar com firmeza que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Tais comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que se verifiquem”, argumentou em nota à imprensa.
A Igreja Evangélica Luterana no Chile também se manifestou nas redes sociais. “Não devemos nos enganar colocando a culpa em dois ou três torturadores, porque o sadismo da nossa cultura, que faz do vexame uma prática diária da vida em sociedade, é mais sutil e perigosa. Até com a Bíblia se golpeia os que são e vivem de modo diferente”, assinalou.
Testemunhas informaram que Zamudio sofreu uma surra de três horas. Ele ficou em coma induzido no hospital, mas entrou em morte cerebral. O presidente do Movimento de Integração e Libertação Homossexual (MOVILH), Rolando Jiménez, apresentou queixa crime contra os quatro agressores, todos maiores de idade: Raúl López, Alejandro Angulo, Patrício Defumada e Fabián Mora. Eles estão presos preventivamente.
O arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati Andrello, pediu “uma convivência mais humana e sem violência” Não se pode construir o futuro da comunidade humana sobre a base da intolerância, agressão e violência. "É de deplorar com firmeza que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Tais comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que se verifiquem”, argumentou em nota à imprensa.
A Igreja Evangélica Luterana no Chile também se manifestou nas redes sociais. “Não devemos nos enganar colocando a culpa em dois ou três torturadores, porque o sadismo da nossa cultura, que faz do vexame uma prática diária da vida em sociedade, é mais sutil e perigosa. Até com a Bíblia se golpeia os que são e vivem de modo diferente”, assinalou.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Teologia Afro Americana
Resumo da reportagem é de Mauro Castagnaro, publicada na revista Jesus, de dezembro de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e se encontra no portal ihu.unisinos.brSegundo Sílvia Regina de Lima Silva, teóloga brasileira que atualmente trabalha em San José, na Costa Rica, no Departamento Ecumênica de Pesquisa (Dei) e na Universidade Bíblica Latino-Americana, "no início, falávamos de teologia negra da libertação, assumindo o lugar, espaço, corpo da negritude como ponto de partida do fazer teológico, promovendo a formação dos agentes de pastoral negros e a liturgia afro, a partir de uma hermenêutica negra da Bíblia, muito atenta ao Deus libertador, à prática libertadora de Jesus, ao compromisso de libertação das primeiras comunidades cristãs. Depois, o fato de descobrir o povo negro como imagem e semelhança de Deus nos ajudou a desmontar o Deus que nos foi imposto pelo colonialismo teológico e a abrir a pesquisa à pluralidade de imagens, experiências, culturas. Hoje, quando se fala de interculturalidade e diálogo inter-religioso na nossa experiência, há esse encontro com um Deus plural, que remete à diversidade, à criatividade, à diferença".
De acordo com López Mena, no entanto, "não se trata de inserir símbolos de um universo religioso em outro, mas sim de assumir e respeitar as riquezas de culturas não hegemônicas. O diálogo com as religiões afroamericanas deve ser conduzido a partir do conceito de 'macroecumenismo', que busca superar os limites impostos pelo 'ecumenismo' (limitado às Igrejas cristãs) e 'diálogo inter-religioso' (que nem sempre expressa a necessidade de um prática comum pela paz e pela justiça). O macroecumenismo implica respeito pelas diferenças religiosas e busca de ações comuns em favor de uma vida digna para todos e todas".
Marcos Rodrigues da Silva, teólogo brasileiro e professor convidado em diversas universidades no país, salienta que o centro de tudo é a cristologia desenvolvida a partir do "Cristo negro de Portobelo, no Panamá, do Cristo Negro deLimón, na Costa Rica, e pelo Senhor do Bonfim, na Bahia. O primeiro é triste, sofredor, torturado, o Cristo da Senzala(a casa dos escravos nas plantações). O segundo é um Cristo glorioso, o Cristo dos reis espanhóis. E o terceiro é o Cristo da dança, da bênção. Três aspectos que remetem ao Jesus da história, que já é salvífico na perspectiva do povo afroamericano".
Segundo Rodrigues da Silva, a teologia afroamericana está dando passos importantes na eclesiologia, "que surge a partir não só das comunidades eclesiais de base, mas também das comunidades quilombolas (onde vivem os descendentes dos escravos fugitivos das plantações), das confrarias e das congadas (festas populares religiosas)". E, acrescenta, "pode dar uma contribuição fundamental para enfrentar a 'questão ecológica', porque a essência dos mitos africanos – da água, da chuva, da floresta, da cura com as ervas – é o respeito pela natureza, que é mãe e vida".
domingo, 18 de março de 2012
Desembargadores se organizam pela volta dos crucifixos
Retirados dos prédios do Judiciário estadual gaúcho por determinação do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça (TJ), os crucifixos podem fazer uma reaparição lenta e gradual nos tribunais. É que cresce entre os desembargadores um movimento pelo retorno do símbolo máximo do cristianismo aos locais de julgamento.
A reportagem é de Umberto Trezzi e publicada pelo jornal Zero Hora, 15-03-2012.
Aretirada dos crucifixos dos prédios do Judiciário começou no dia 10, após decisão unânime tomada pelos cinco desembargadores que compõem o Conselho da Magistratura. Os magistrados acolheram pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e outras entidades de defesa dos direitos de homossexuais, no sentido de que o Estado é laico e não deve manter símbolos religiosos nos seus prédios. Os desembargadores entenderam que deve ocorrer separação entre Igreja e Estado. A decisão só vale para o Judiciário (foi tomada em âmbito administrativo, interno) e provoca polêmica. Inclusive entre os juízes.
Zero Hora ouviu integrantes do Judiciário que não se importam com a presença de símbolos cristãos nas salas da Justiça. Dois deles, os desembargadores Alexandre Mussoi Moreira e Carlos Cini Marchionatti, já determinaram que o crucifixo seja recolocado nas salas onde eles atuam.
Moreira, que atua na 4ª Câmara Cível do TJ, diz que o assunto ainda não transitou em julgado (não tem decisão definitiva) e a retirada dos símbolos foi precipitada.
Cabem recursos no Conselho de Magistratura até sexta
A presença da cruz não é assunto pacífico sequer entre religiosos. Enquanto alguns são defensores da presença desse objeto por toda parte, outros defendem a retirada dos símbolos cristãos dos prédios estatais. É o caso do freiSérgio Görgen, ex-deputado estadual e militante de organizações de luta pela reforma agrária. Formado em Filosofia e ex-aluno de Teologia, o frade franciscano ressalta que o Estado é laico e, por isso, não pode adotar símbolos religiosos como norma.
– Jesus pode estar bem descontente com decisões que o Judiciário toma, que são injustas – graceja o frei.
Até sexta-feira cabem recursos internos, no Conselho da Magistratura, contra a retirada das cruzes.
Aretirada dos crucifixos dos prédios do Judiciário começou no dia 10, após decisão unânime tomada pelos cinco desembargadores que compõem o Conselho da Magistratura. Os magistrados acolheram pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e outras entidades de defesa dos direitos de homossexuais, no sentido de que o Estado é laico e não deve manter símbolos religiosos nos seus prédios. Os desembargadores entenderam que deve ocorrer separação entre Igreja e Estado. A decisão só vale para o Judiciário (foi tomada em âmbito administrativo, interno) e provoca polêmica. Inclusive entre os juízes.
Zero Hora ouviu integrantes do Judiciário que não se importam com a presença de símbolos cristãos nas salas da Justiça. Dois deles, os desembargadores Alexandre Mussoi Moreira e Carlos Cini Marchionatti, já determinaram que o crucifixo seja recolocado nas salas onde eles atuam.
Moreira, que atua na 4ª Câmara Cível do TJ, diz que o assunto ainda não transitou em julgado (não tem decisão definitiva) e a retirada dos símbolos foi precipitada.
Cabem recursos no Conselho de Magistratura até sexta
A presença da cruz não é assunto pacífico sequer entre religiosos. Enquanto alguns são defensores da presença desse objeto por toda parte, outros defendem a retirada dos símbolos cristãos dos prédios estatais. É o caso do freiSérgio Görgen, ex-deputado estadual e militante de organizações de luta pela reforma agrária. Formado em Filosofia e ex-aluno de Teologia, o frade franciscano ressalta que o Estado é laico e, por isso, não pode adotar símbolos religiosos como norma.
– Jesus pode estar bem descontente com decisões que o Judiciário toma, que são injustas – graceja o frei.
Até sexta-feira cabem recursos internos, no Conselho da Magistratura, contra a retirada das cruzes.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Cristãos negros, e não por acaso
Nos últimos 30 anos, nas Igrejas cristãs da América Latina, foi-se desenvolvendo uma nova teologia, filha das comunidades negras descendentes dos escravos africanos, que une vontade de justiça, feminismo e inculturação.
Resumo da reportagem é de Mauro Castagnaro, publicada na revista Jesus, de dezembro de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e se encontra no portal ihu.unisinos.br
| Festa de São Benedito Aparecida 2011 |
Essas palavras de Maricel Mena López, professora de Novo Testamento na Pontifícia Universidade Xaveriana de Bogotá, não descreve, apenas, de um ponto de vista feminino, um itinerário individual, mas também são representativas do processo mediante o qual surgiu a teologia afroamericana.
Nos últimos 30 anos, de fato, paralelamente ao surgimento de movimentos negros na cena sociopolítica e cultural latino-americana, também nas Igrejas – e particularmente na católica – ganhou espaço uma tentativa de reler a mensagem evangélica e o cristianismo dentro da vivência das comunidades afroamericanas, marcadas pelo violento desenraizamento da África, por séculos de escravidão e de revoltas, pela opressão, pela discriminação, pela marginalização e pela pobreza que ainda hoje acompanham a condição da grande maioria dos 150 milhões de afrodescendentes, presentes principalmente no Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador, na costa atlântica daNicarágua e Honduras, e no Caribe (Haiti, Cuba, Jamaica e República Dominicana).
Entre eles, no entanto, cresceu a conscientização e a reivindicação da sua própria identidade cultural. Mena López resume: "A teologia afroamericana nasce da discriminação racial e da experiência de Deus vivida pelas comunidades negras em todo o continente. Ela propõe uma reflexão enraizada nas nossas cosmovisões culturais e religiosas, começando pelo culto praticado por diversas comunidades afrocatólicas".
O ponto de partida, pelo menos no plano do Magistério continental, é geralmente considerado o documento final da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Puebla, no México, em 1979: o texto, referindo-se aos "rostos concretos" que assume "a situação de extrema pobreza generalizada" e em que "devemos reconhecer os traços sofredores de Cristo", dita os afroamericanos definindo-os, assim como os índios, de "os mais pobres entre os pobres".
Desde 1980, realizaram-se 11 Encontros de Pastoral Afroamericana, o último dos quais na Cidade do Panamá, em 2009, promovido pelo Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), enquanto, desde 1985, com uma frequência mais ou menos decenal, ocorreram três Consultas Ecumênicas de Teologia Afroamericana e Caribenha, e desde 1999 a Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo realizou quatro Encontros de Teologia Afroamericana e Caribenha.
À produção teológica popular, ligada diretamente à pastoral afro, juntam-se alguns órgãos de pesquisa, elaboração e divulgação como o Centro Afroequatoriano de Quito e o Centro Atabaque de Cultura Negra e Teologia de São Paulo, no Brasil, assim como grupos como o Guasá, na Colômbia.
Enquanto isso, aumentou o número de bispos negros, surgiram espaços inter-religiosos em que participam padres, religiosas, pastores protestantes, pais de santo e mães de santo (que presidem os cultos do candomblé), houve grandes encontros dos órgãos de pastoral negra católicos e protestantes, dos quais também participaram sacerdotes afro.
O padre Antônio Aparecido da Silva, professor de Teologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pioneiro da pastoral afrobrasileira, falecido em 2009, explicava que "o Deus dos pobres se identifica com o povo negro. Deus é negro, caminha com o seu povo e se revela na sua história de marginalização como a única fonte de segurança".
E identificava como tarefa principal da teologia afroamericana a de "ajudar a comunidade negra a compreender a sua fé no emaranhado tecido e na mistura das experiências religiosas", lembrando que "em algumas regiões do Caribe há comunidades de tradição protestante, mas a maioria da população negra do continente é católica. Uma parte significativa, no entanto, permanece fiel às tradições religiosas africanas, através do vodu (Haiti), do candomblé (Brasil) ou da santeria (Cuba). Igualmente significativo é o número de negros e negras que têm uma dupla filiação, participando da vida da Igreja católica e dos cultos afro".
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Divinamente Humanos
Nos salmos há a presença de um povo que tem seu divino clamor em uma só voz apesar de estar contido em uma relação particular, Deus e homem, é extremamente coletivo, comunitário e universal.
A abrangência do coletivo, nos salmos ocorre devido ao olhar amplo sobre a vida e a celebração. A existência divina é coagente à existência humana. Esse modo extremamente vivo e real leva conter temas específicos da Época da confecção e isso as vezes o torna impactante à oração diária , algo que não diminui o valor, pois, a profundidade contida leva ao cerne do humano.
Nos salmos, o homem é livre. Apesar de acreditar na providencia divina e da atuação constante de Deus em sua história, questiona-o a respeito de sua presença e sua ação .
Quando o homem moderno, através da liturgia das horas, reza os salmos, consegue traduzir e manifestar todos os seus sentimentos interiores: dor, alegria, as dificuldades, os agradecimentos e questionamentos.
Ao católico, a Liturgia das Horas é, depois da Santa Missa, a grande oração onde os religiosos(as) e leigos(as) podem juntos, modificar o mais profundo da Alma : tornando o homem mais próximo de Deus .
No Saltério, o ser humano moderno, católico se encontra com um homem bíblico, este que volta o seu olhar para Deus e para o seu povo faz com que a humanidade aprofunde a sua fé traduzindo os seus sentimentos.
Boa oração, boa Liturgia das Horas, uma Quaresma de conversão para todos!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Igreja não é bolo. Bolo que precisa Crescer
Abaixo está escrito um depoimento de um irmão Protestante em um desabafo inquietante questiona a ação dos Cristãos de sua religião termina Criticando a busca desenfreada por novos Adeptos. Escrevo esse depoimento e faço os mesmos questionamentos a minha religião .
Os evangélicos já somam, aproximadamente, 25 milhões de possoas no Brasil. Quando criança me ensinaram que este país mudaria no plano ético moral,político e econômico, se um dia se tornasse evangélico, em sua maioria. Não acreditei. Embora pertencendo a uma igreja evangélica. Os anos rolaram sobre os anos e,hoje, um terço da população brasileira é de evangélicos. Qual a contribuição que estes dão ao Brasil e em que se diferenciam das outras pessoas? No plano ético e moral apenas a demonstração de uma conduta individualista e farisáica de que o evangélico é melhor do que os outros porque "não bebe, não fuma e não dança". Entretanto, bate nos filhos,maltratam a esposa, espancam os animais, é desonesto nos negócios, é subserviente aos seus líderes , votando nas eleições, no que existe de mais nefasto e ignóbil na política do município, do estado e da união. É claro que existem "evangélicos" e EVANGÉLICOS.Existem muitas igrejas evangélicas sérias e respeitáveis.Pessoalmente, para me identificar em termos religiosos, prefiro dizer que sou PROTESTANTE.Herdeiro do movimento reformador do século XVI.Entendo que o protestante é aquela pessoa que está sempre protestando contra a miséria, o desemprego, a destruição das florestas, o maltrato dos animais, a opressão das mulheres,o espancamento das crianças, a corrupção, a tortura nas prisões e fora delas e todas as formas de preconceitos. Ser protestante é não se preocupar com a sua salvação pessoal porque acredita na salvação por GRAÇA e FÉ, portanto, está livre para, como um jardineiro, cuidar deste mundo, que de acordo com o projeto de Deus deveria ser um JARDIM onde DEUS e o SER HUMANO caminhariam de mãos dadas. As igrejas não precisam crescer para ganharem espaços nas estatísticas. Igreja não é bolo. Bolo é que precisa crescer. Igreja existe para testemunhar e anunciar que este mundo tem salvação.
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Os evangélicos já somam, aproximadamente, 25 milhões de possoas no Brasil. Quando criança me ensinaram que este país mudaria no plano ético moral,político e econômico, se um dia se tornasse evangélico, em sua maioria. Não acreditei. Embora pertencendo a uma igreja evangélica. Os anos rolaram sobre os anos e,hoje, um terço da população brasileira é de evangélicos. Qual a contribuição que estes dão ao Brasil e em que se diferenciam das outras pessoas? No plano ético e moral apenas a demonstração de uma conduta individualista e farisáica de que o evangélico é melhor do que os outros porque "não bebe, não fuma e não dança". Entretanto, bate nos filhos,maltratam a esposa, espancam os animais, é desonesto nos negócios, é subserviente aos seus líderes , votando nas eleições, no que existe de mais nefasto e ignóbil na política do município, do estado e da união. É claro que existem "evangélicos" e EVANGÉLICOS.Existem muitas igrejas evangélicas sérias e respeitáveis.Pessoalmente, para me identificar em termos religiosos, prefiro dizer que sou PROTESTANTE.Herdeiro do movimento reformador do século XVI.Entendo que o protestante é aquela pessoa que está sempre protestando contra a miséria, o desemprego, a destruição das florestas, o maltrato dos animais, a opressão das mulheres,o espancamento das crianças, a corrupção, a tortura nas prisões e fora delas e todas as formas de preconceitos. Ser protestante é não se preocupar com a sua salvação pessoal porque acredita na salvação por GRAÇA e FÉ, portanto, está livre para, como um jardineiro, cuidar deste mundo, que de acordo com o projeto de Deus deveria ser um JARDIM onde DEUS e o SER HUMANO caminhariam de mãos dadas. As igrejas não precisam crescer para ganharem espaços nas estatísticas. Igreja não é bolo. Bolo é que precisa crescer. Igreja existe para testemunhar e anunciar que este mundo tem salvação.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Operação Gutiérrez
Operação Gutiérrez
O "pai nobre" da Teologia da Libertação foi valorizado por ocasião de uma apresentação oficial do livro do Papa Ratzinger sobre Jesus. Exatamente enquanto o seu nome é utilizado instrumentalmente nas manobras em torno da nomeação do próximo prefeito do ex-Santo Ofício.
A reportagem é de Gianni Valente, publicada no sítioVatican Insider, 20-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A reportagem é de Gianni Valente, publicada no sítioVatican Insider, 20-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
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