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| São benedito do pantanal |
O Concílio Vaticano II preparou o caminho para o que hoje chamamos inculturação litúrgica (SC 37-40). Tal processo deve passar primeiro por princípios gerais de adaptação. Por “adaptação litúrgica” a SC entende “a administração na liturgia de elementos tirados das culturas e das tradições que, graça a um processo de purificação, poderão servir de veículo da liturgia para a utilidade ou a necessidade de um grupo particular”.
O processo de inculturação litúrgica tem amadurecido a cada dia como experiência comunitária da fé.A busca de uma espiritualidade litúrgica inculturada capaz de alimentar as pessoas e a comunidade tem sido uma constante.
A inculturação está no centro das preocupações no mundo e na América Latina. “Evangelizar e celebrar sem inculturar significaria reduzir o alcance da adesão a Cristo, uma vez que a cultura faz parte da identidade de um povo”. Num primeiro momento a constituição Sacrosanctum Concilium sugere que sejam adaptados os sacramentos, os sacramentais, as procissões, a língua litúrgica, a música sacra e a arte litúrgica (SC 38-39). Tais adaptações devem ser acompanhadas pelos bispos e presbíteros e não dependem de consulta à Santa Sé. Em um segundo momento (SC 40) propõe uma “adaptação mais profunda da liturgia” que depende de confirmação da Sé Apostólica.
Tanto o número 37 quanto o 40 da SC mencionam que na liturgia podem ser admitidos tradições, costumes, qualidades e dotes de espírito dos vários povos, podendo inclusive admitir elementos culturais no rito romano.A realidade pluricultural do Brasil e a abertura dada pelo Concílio Vaticano II (SC 37-40) nos impelem a buscar para a liturgia novos símbolos de esperança que sejam interpretados sem dificuldade pelo povo brasileiro.Tais símbolos já estão no meio do povo. Temos o papel de descobri-los, resgatá-los e encaixá-los onde melhor possam expressar o mistério pascal.
O documento de Puebla (31-39) e o documento de Santo Domingo (178) afirmam que na evangelização
precisamos levar em consideração as diferentes culturas. Não podemos celebrar a liturgia com os mesmos cânticos, a mesma linguagem, o mesmo ritmo e utilizando os mesmos instrumentos musicais no mundo todo, como aconteceu por séculos em que foram ignorados as etnias, as culturas e os povos. É preciso haver sim a “comunhão de diferenças compatíveis com o Evangelho” para proteger as legítimas diversidades e vigiar “para que as particularidades ajudem a unidade e de forma alguma a prejudiquem.” Quem une em primeiro lugar é o Cristo em seu mistério de morte e ressurreição. “a inculturação é necessária para restaurar o rosto desfigurado do mundo”
(SD 13). “Com a inculturação da fé, a Igreja se enriquece com novas expressões e valores, manifestando e
celebrando cada vez melhor o mistério de Cristo.” ·.
O processo de inculturação litúrgica no Brasil deve respeitar a coexistência de diversos grupos culturais
atuando em nossas igrejas, cada um trazendo sua história que é única e diferente e como tal necessita ser
considerada. Somos o país onde a diversidade está naturalmente presente, portanto o processo de inculturação litúrgica deve incorporar na liturgia os ritos, os símbolos, expressões religiosas, música e instrumentos que ajudem a celebrar a fé (SD 248). Segundo a IV instrução para uma correta aplicação da constituição conciliar (SC 37-40) “a Liturgia da Igreja não deve ser estrangeira em nenhum país, nenhum povo, para nenhuma pessoa e, ao mesmo tempo, terá de superar todo particularismo de raça ou de nação”.43 Chupungco, 44 interpretando a SC 37-40, diz que há três etapas na adaptação litúrgica. São elas:
1. “Acomodação”: nesta fase há o interesse pelos elementos celebrativos utilizados pela assembléia
litúrgica, sem, contudo haver necessariamente a preocupação de uma adaptação cultural;
2. “Aculturação”: esta fase é de natureza cultural e pode ser descrita como um processo capaz de incorporar
na liturgia romana elementos culturais que possam substituir os do rito romano, salvaguardando não só o
significado original do Rito Romano, como também o verdadeiro sentido desses elementos culturais;
Tanto o número 37 quanto o 40 da SC mencionam que na liturgia podem ser admitidos tradições, costumes, qualidades e dotes de espírito dos vários povos, podendo inclusive admitir elementos culturais no rito romano.A realidade pluricultural do Brasil e a abertura dada pelo Concílio Vaticano II (SC 37-40) nos impelem a buscar para a liturgia novos símbolos de esperança que sejam interpretados sem dificuldade pelo povo brasileiro.Tais símbolos já estão no meio do povo. Temos o papel de descobri-los, resgatá-los e encaixá-los onde melhor possam expressar o mistério pascal.
O documento de Puebla (31-39) e o documento de Santo Domingo (178) afirmam que na evangelização
precisamos levar em consideração as diferentes culturas. Não podemos celebrar a liturgia com os mesmos cânticos, a mesma linguagem, o mesmo ritmo e utilizando os mesmos instrumentos musicais no mundo todo, como aconteceu por séculos em que foram ignorados as etnias, as culturas e os povos. É preciso haver sim a “comunhão de diferenças compatíveis com o Evangelho” para proteger as legítimas diversidades e vigiar “para que as particularidades ajudem a unidade e de forma alguma a prejudiquem.” Quem une em primeiro lugar é o Cristo em seu mistério de morte e ressurreição. “a inculturação é necessária para restaurar o rosto desfigurado do mundo”
(SD 13). “Com a inculturação da fé, a Igreja se enriquece com novas expressões e valores, manifestando e
celebrando cada vez melhor o mistério de Cristo.” ·.
O processo de inculturação litúrgica no Brasil deve respeitar a coexistência de diversos grupos culturais
atuando em nossas igrejas, cada um trazendo sua história que é única e diferente e como tal necessita ser
considerada. Somos o país onde a diversidade está naturalmente presente, portanto o processo de inculturação litúrgica deve incorporar na liturgia os ritos, os símbolos, expressões religiosas, música e instrumentos que ajudem a celebrar a fé (SD 248). Segundo a IV instrução para uma correta aplicação da constituição conciliar (SC 37-40) “a Liturgia da Igreja não deve ser estrangeira em nenhum país, nenhum povo, para nenhuma pessoa e, ao mesmo tempo, terá de superar todo particularismo de raça ou de nação”.43 Chupungco, 44 interpretando a SC 37-40, diz que há três etapas na adaptação litúrgica. São elas:
1. “Acomodação”: nesta fase há o interesse pelos elementos celebrativos utilizados pela assembléia
litúrgica, sem, contudo haver necessariamente a preocupação de uma adaptação cultural;
2. “Aculturação”: esta fase é de natureza cultural e pode ser descrita como um processo capaz de incorporar
na liturgia romana elementos culturais que possam substituir os do rito romano, salvaguardando não só o
significado original do Rito Romano, como também o verdadeiro sentido desses elementos culturais;
3. “Inculturação”: esta fase também é de natureza cultural e supõe a transformação do rito pré-cristão à luz da fé cristã celebrada pela liturgia romana. Isto é, um rito pré-cristão passa a ter um significado cristão. A igreja não altera o rito em si, mas dá a ele um sentido cristão para que possa exprimir o mistério pascal.
Concluindo, podemos afirmar que o louvor ao Senhor ao som dos atabaques, a oração comunitária sustentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia e os valores culturais afro-brasileiros adaptados à liturgia contribuem para uma celebração mais inculturada e propiciam em nossa vida a experiência do encontro com o Cristo morto e ressuscitado, fazendo com que nos apaixonemos cada vez mais por Ele, nos tornando assim, discípulos e discípulas missionários afro-brasileiros.





